Robert Rauschenberg

O pai da Pop Art, famoso pelas suas colagens, quer mudar o mundo através de seus trabalhos

Robert Rauschenberg

<Rétroactive 2> 1964 - Serigrafia e pintura a óleoRobert Rauschenberg e seu companheiro Jasper Johns, com o qual manteve um relacionamento amoroso que durou de 1954 a 1961, são hoje considerados os pais da Pop Art. Raushenberg, embora não tão famoso como Andy Warhol, conseguiu evoluir dentro de sua arte, composta de pintura, colagem, serigrafia, litografia, fotografia e várias técnicas, cada vez mais modernas, de geração de seus trabalhos. E ele produz em massa, com centenas de novos trabalho a cada ano.

No início de sua carreira, Rauschenberg, que nasceu no Texas em 1925, estudou farmácia e foi vitrinista, se utilizava de artefatos encontrados pelas ruas de Nova Iorque.  No final da década de 40, já mostrava sinais de que seu trabalho não teria fronteiras e defendia que a pintura se relaciona tanto à arte quanto à realidade, o que representou uma quebra com a estética modernista de então. Durante a década de 50, o uso de objetos reais dentro das pinturas, superpostos e combinados, veio aprofundar esta tendência de sua arte independente.

<Bed> - 1955 - Pintura compostaNão só as técnicas são as mais diversas até hoje, como também os materiais e  assuntos de sua obra, notadamente animais, partes do corpo, meios de transporte, reproduções de outras obras de arte, tipografia e diagramas. A transição entre duas e três dimensões de sua obra também são frequentes.
Outro traço característico do artista é sua necessidade de fazer com que a arte tenha um papel a mais no mundo: o de mudá-lo para melhor. De 1984 a 1991, ele desenvolveu o projeto Raushenberg Overseas Culture Interchange (ROCI), buscando justamente a diversidade e integração de culturas por todo o mundo. A aventura custou 7 milhões de dólares de seu próprio bolso e forneceu a ele asuntos e materiais os mais diferentes possíveis em suas andanças e exposições.

Overseas Cultural Exchange - National Gallery of ArtExtremamente comprometido com os direitos humanos, Rauschenberg cita sempre o fato ocorrido quando estava no Chile e o governo da Venezuela queria fazer uma exposiçâo com suas obras. Para transportá-la, a Venezuela mandou aviôes militares. Rauschenberg disse então que descobriu a meçhor maneira de evitar as guerras: colocar todos os aviões militares transportando arte...

Hoje, aos 75 anos de idade e muita saúde, Rauschenberg diz que faz o que sempre quis: trabalhar em equipe, com novas técnicas e a mão do artista dando o tom certo e compondo o que não parece poder ser composto. Para os amigos mais íntimos, envia sempre uma de suas frutas preferidas: manga, geralmente congelada e acompanhada de receitas de sorvete, mousse e o que lhe der vontade...

Monogram - 1955 a 1959

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