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Onde se pode "casar" sendo GLS |
GLSPLANET.COM - 15/09/05
Vários países do
mundo reconhecem a união entre pessoas do mesmo sexo, com direitos
iguais ou limitados, cunhadas com nomenclaturas diferentes como
parceria civil, contrato de vida, Pacs, até o casamento gay, que hoje
só é legalizado em 4 países, mas a maioria são formatos de leis
dispondo sobre os direitos das relações estáveis GLS. Uns criaram
uma legislação própria para este caso, geralmente os que concederam
direitos limitados e diferentes dos casais tradicionais, outros
simplesmente emendaram a lei existente para não proibir ninguém de
ter os mesmos direitos.
Europa:
O norte da Europa deu a largada neste sentido. A Dinamarca, em outubro
de 1989, foi o primeiro país a instituir lei de parceria garantindo
direitos a casais gays os mesmos direitos que heterossexuais com exceção
de adoção e inseminação artificial e matrimônio no religioso.
A Noruega, Suécia e Islândia adotaram legislação similar em 1996 e
seguindo-se a Finlândia em 2002. Em 2002 a Suécia legalizou também
a adoção, mas o primeiro país a oferecer direitos totais a casais
gays foi a Holanda em 2001 e em seguida a adoção em 2002.
A Bélgica autoriza o casamento gay desde junho de 2003 e extensivo a
estrangeiros a partir de
2004, tendo os mesmos direitos que heterossexuais menos adoção.

Espanha: o país legalizou o casamento e a adoção para casais
homossexuais (inclusive estrangeiro) em julho de 2005, sendo o 4º do
mundo.
A França em 1999 introduziu o PACs, chamado Pacto de Solidariedade,
permitindo alguns benefícios fiscais, menos adoção como casal,
exceto solteiros. Em Luxemburgo,
a lei de parceria civil foi criada em 2004 seguindo o modelo francês
Portugal reconhece desde 2004 as uniões de facto entre casais
que vivem há mais de 2 anos juntos e reconhece direitos limitados
especialmente em questão fiscal.
A Suíça aprovou em junho de 2005 em plebiscito o projeto de associação
registrada excluindo inseminação e adoção.
A Alemanha têm a parceria em forma de contrato de vida comum em vigor
desde agosto de 200, permitindo direitos como adoção de sobrenome do
parceiro, herança, seguro de saúde e de desemprego, com exceção de
benefícios fiscais e adoção.
Na Grã-Bretanha em dezembro de 2005 entra em vigor a parceria civil
com direitos similares aos heterossexuais como pensão, bens, seguro de saúde e imóveis..
A Croácia desde 2003 adotou lei garantindo a casais gays direitos dos
heterossexuais não casados.
Oceania:
Nova Zelândia aprovou em dezembro de 2004 uma lei de união civil que
dá mesmos direitos que casais heterossexuais porém o casamento ainda
é definido como entre homem e mulher.
Canadá: Legalizou em todo país o casamento gay sendo o
terceiro depois da Bélgica e Holanda a introduzir a lei.
Estados Unidos:
Em 2000 Vermont tornou-se o primeiro estado a permitir a união civil
entre pessoas do mesmo sexo. Connecticut seguiu o mesmo caminho, sendo
o primeiro a introduzir a lei sem a ordem da Corte, mas o casamento
continua sendo definido tradicionalmente.
Em 2004 a Califórnia e o
Oregon começaram a realizar casamentos que foram anulados pela Justiça,
mas o o governador Ted Kulongoski disse que vai retomar os
casamentos com uma nova lei. A Califórnia aprovou o casamento gay
pela maioria do parlamento, mas necessita da sanção do governador
Arnold Schwarzenegger, o
que vai ser decidido na próxima semana.
Vários estados aprovaram em matéria de emergência proibição a
casamento entre pessoas do mesmo sexo em campanha orquestrada pelo
Presidente Bush.
Massachusetts tornou-se o primeiro a oferecer licenças de casamento a
casais GLS em 2004 e legisladores propuseram uma emenda á Constituição
em proteção casamento tradicional, mas permitindo a união GLS, o
que se for aprovado tornará os 6.500 casamentos GLS em oficiais.
África
Embora a homossexualidade se mantenha como um tabu na sociedade a África
do Sul é um país relativamente liberal em termos de direitos gays,
instituindo pós-apartheid política de não discriminação com base
na orientação sexual e permite casais gays à adoção.
Em novembro de 2004 por exemplo, a Suprema Corte decidiu a favor de um
casal de lésbicas que exigiu o reconhecimento de sua união, norma
que está sendo encampada por ativistas e defensores dos direitos
humanos para um passo maior.
América Latina
Buenos Aires e Rio Negro, na Argentina, são as únicas cidades que
possuem união civil GLS igualando direitos a casais heterossexuais.
No Brasil há dois projetos de parceria civil encalhados no Congresso,
um deles da então deputada Marta Suplicy, cujo relator, o
deputado Roberto Jefferson teve seu mandato cassado ontem à
noite.
Enquanto o mundo verde da
liberação das uniões gays vai se propagando, o Brasil, nação
verde de natureza e exuberância insiste em dar sinal vermelho a
cidadãos que cumprem os seus deveres relegando-os a cidadãos de 3ª
classe. Por quê? A resposta pode estar neste outro artigo
interessante..
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